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A Gestão dos Recursos Hídricos

 



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Infra-estruturas de Água Subterrânea na Bacia  

Água subterrânea é principalmente utilizada na bacia do Limpopo para irrigação e abastecimento rural (Barros 2009). Regista-se que mais de 1 000 furos têm sido perfurados na bacia do Limpopo, contudo, muito poucos destes furos tem registo de medição contínua dos níveis freáticos e há informação limitada sobre a profundidade, características geológicas e localização (LBPTC 2010). O aquífero existente no vale médio baixo do rio Limpopo tem profundidades variando entre 80 a 200 m (Barros 2009). O mapa que mostra o número de furos na bacia é apresentado no tema Bacia do Rio, no capítulo Água Subterrânea.

Muito pouco acompanhamento das condições das águas subterrâneas tem sido levado a cabo ao longo da bacia e só tem sido concluído onde os recursos foram sobre-explorados. A principal necessidade para a recolha de informação sobre água subterrânea advêm da inter-conexão natural entre água subterrânea e água superficial, conforme discutido em na página Interacções entre a Água Superficial e a Água Subterrânea na Bacia do Rio.

Aquíferos Transfronteiriços

Dentro da Bacia do rio Limpopo há três aquíferos transfronteiriços, ao longo da fronteira norte da África do Sul com o Botsuana, Moçambique e Zimbabué (Cobbing et al. 2008):

  • Ramotswa Dolomite
  • Tuli Karoo
  • Limpopo

O aquífero do Limpopo está subjacente ao rio Limpopo, que é um rio arenoso, bastante conhecido na África Austral. É também um aquífero transfronteiriço com depósitos aluvionais não consolidados que ocupam o leito do rio e formam a plataforma irregular de inundação contígua. A utilização sustentável do aquífero depende da gestão da água superficial no rio (Cobbing et al. 2008). Uma espessura média saturada é conhecida a 3.5 m com uma condutividade hidráulica de 120 m/dia (Cobbing et al. 2008). O aquífero é o mais largo a este da confluência do Limpopo/Shasche, aumentando para 500 a 700 m quando entra em Moçambique, mas estreita-se para 50 m próximo da confluência Limpopo/ rio Crocodilo.

A transmissividade, estimada a partir de testes de bombagem em furos próximos da confluência dos rios Motlouse e Limpopo, é da ordem de 2 700m3/ dia (Alemaw 2008).

O quadro seguinte apresenta a estimativa anual das extracções de água subterrânea na bacia do rio Limpopo (Environmentek, CSIR 2003).

Estimativa anual das extracções de água subterrânea na bacia do rio Limpopo.

País

Extracção Estimada anual de Água Subterrânea (Mm3/ano)

Sector do Uso

Botswana

~23,1

Doméstico, irrigação

Moçambique

~15

Doméstico

África do Sul

462

Doméstico, Irrigação, Mineração,

Zimbabué

~5,9

Irrigação

Fonte: Environmentek, CSIR 2003

Como discutido previamente no capítulo Clima e Tempo, a recarga de água subterrânea em geral é mínima na bacia do rio Limpopo. A figura abaixo indica as variações de recarga na bacia, com a mais elevada recarga na porção austral da bacia na África do Sul e a mais baixa ocorrendo na porção setentrional da bacia nas porções de Botsuana, África Sul e Moçambique.

Recursos em água subterrânea na bacia do rio Limpopo, incluindo estimativas de recarga.
Fonte: WHYMap 2008
( clique para ampliar )
Recarga de Água Subterrânea na Bacia do rio Limpopo.
Fonte: CSIR 2003
( clique para ampliar )

Botsuana

Cerca de 80 % da população do Botsuana depende da água subterrânea como fonte de água potável. A maior parte do gado e a indústria mineira dependem da água subterrânea durante a época seca. (LBPTC 2010.) Em muitas áreas rurais água subterrâneas talvez seja a única fonte de água que é economicamente rentável. Constitui limitação no que respeita a mobilização adicional de água subterrânea, apesar do seu potencial, tem um índice de recarga muito pequeno à negligível. O uso corrente está sendo feito de forma ineficiente e não tem sustentabilidade a longo prazo. O potencial de água subterrânea dos rios arenosos na bacia hidrográfica do rio Limpopo para o Botsuana é estimado em aproximadamente 576 m3 por dia e por km de rio (Alemaw 2008).

Moçambique

Dentro da bacia em Moçambique a água subterrânea tem elevada salinidade e baixa produtividade, portanto limitada potencialidade. Onde a salinidade é elevada, por exemplo no interior da província de Gaza, água subterrânea não é adequada para o consumo (Barros 2009). O abastecimento de água para a cidade de Xai-Xai em Moçambique é feito através da água subterrânea.

África do Sul

As maiores produções de furos subterrâneos, à excepção dos aluviões associados com os rios arenosos, ocorrem na porção austral da bacia do rio Limpopo na África do Sul. Nas formações Karsticas as produções dos furos podem atingir os 200 m3/dia, geralmente com boa qualidade. (Environmentek, CSIR 2003). Em todas as outras formações geológicas na bacia, a produção típica de furos situa-se de 20 a 50 m3/d, com produções ocasionais que atingem 150m3/dia.

A demanda municipal de água para a cidade de Musina na África do Sul, localizada perto da fronteira com o Zimbabué, é satisfeita através da água subterrânea, assim como os 4 Mm3 destinados à mina de diamantes de Venetia (Cobbing et al.)Assume-se que isto é possibilitado através das extracções de água dos depósitos aluvionários dentro do rio Limpopo.

O uso de água subterrânea varia em cada Área de Gestão de Água (WMA). Em geral, amplas porções das necessidades de água das populações rurais em cada WMA são satisfeitas com água subterrânea, uma vez que frequentemente é a única fonte fiável de água. Alguns dos maiores centros, como por exemplo Polokwane, Mokopane e Makhado, recebem a sua água parcialmente de furos de bombagem (DWAF 2003a,b,c,d).

Zimbabué

Depósitos aluvionários são frequentes no sul do Zimbabué, ocorrendo como leitos de rios efémeros cheios de areia. (Moyce et al. 2006). O rio Mzingwane, um tributário do rio Limpopo, é um canal preenchido com areia, com um extenso aquífero aluvionário ao longo das suas margens, na parte mais baixa da bacia. O rio Mzingwane contribui com aproximadamente 25% do escorrimento superficial para o rio Limpopo, como referenciado no capítulo Hidrologia no tema A Bacia do Rio.

Estes aquíferos aluvionários estão sendo actualmente utilizados com esquemas de irrigação e são considerados como tendo um potencial para suportar empreendimentos de irrigação adicionais significativos, utilizando galerias de infiltração e tubos perfurados para a exploração dos recursos hídricos (Moyce et al.2006).

Casa de bomba para um furo na Área de Gestão de Água do rio dos Elefantes na África do Sul.
Fonte: Maluleke 2008
( clique para ampliar )

 



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