Botswana Mozambique South Africa Zimbabwe
Sobre Como Usar Gloss�rio Documentos Imagens Mapas Google Earth
Favor fornecer feedback! Clique para detalhes
Home The River Basin People and the River Governance Resource Management
A Bacia do Rio
 Introdu��o
Geografia
Clima e Tempo
 Princípios do Clima e Tempo
 Clima da Bacia do Rio Limpopo
 Clima Regional
Padrões Climáticos
 Variabilidade Climática
 Classificação Climática
 Escassez de Água
 Seca
 Ciclones
 Mudança Climática
Hidrologia
Qualidade da Água
Ecologia e Biodiversidade
Resumos das Sub-Bacias
 Referências

 



Feedback

send a general website comment

report a specific comment about this page

Feedback

 

Clima da Bacia do Rio Limpopo: Padrões Climáticos  

O clima regional da bacia do rio Limpopo é fortemente influenciado pelos sistemas de ventos que ocorrem a partir do este e, particularmente, os ciclones tropicais no Oceano Índico (Ashton et al.)Os padrões climáticos da bacia do rio Limpopo são discutidos abaixo:

  • Precipitação;
  • Temperatura; e
  • Evaporação e evapotranspiração.

Precipitação

Embora a região se caracterize por precipitação relativamente baixa, a maior parte da chuva, na bacia do rio Limpopo, caí num período relativamente pequeno, durante o periodo de verão (FAO 2004), com aproximadamente 95% de chuva a cair entre Outubro e Abril e o índice de pluviosidade da bacia é da ordem dos de 60% (100% indica que toda precipitacao ocorreu um único mês; FAO 2004). Os eventos de precipitação são extremamente episódicos e intensos, geralmente associados a ventos convectivos (SARDC 2002)

A tabela abaixo apresenta o resumo da pluviosidade anual dos países ribeirinhos da bacia do rio Limpopo.

Pluviosidade anual por país na bacia do rio Limpopo.

País

Pluviosidade anual por país na bacia do rio Limpopo (mm)

 

Min

Max

Média

Botsuana

250

555

425

Moçambique

355

865

535

África do Sul

290

1 050

590

Zimbabué

300

635

465

Bacia

250

1 050

530

Fonte: CGIAR 2003

A pluviosidade tende a diminuir à medida que se desloca a Oeste, a partir da Cordilheira de Drakensberg, na África do Sul, até a porção oesteda Província do Limpopo e a Este de Botsuana. As sub-bacias dos rios Mahalapswe e Lotsane em Botsuana e a sub-bacia do rio Sand, na África do Sul apresentam uma pluviosidade média (LBPTC 2010). A pluviosidade mais alta em cada sub-bacia é registada no Alto Olifants na África do Sul e nos trechos à jusante do leito principal do rio Limpopo, em Moçambique (LBPTC 2010).

A precipitação média varia entre valores mínimos de de 200 mm/ano, nas regiões quentes e secas da bacia (na confluencia dos rios Limpopo e Shashe), até valores máximos de 1 500 mm/ano, em áreas de maior pluviosidade, no Escarpamento do Drakensberg. Esta área, caracteriza-se por uma alta pluviosidade devido a efeitos orográficos, na qual a humidade do ar é sujeita a um rápido arrefecimento durante a movimento das massas de ar para as zonas de maior relevo. Este rápido arrefecimento induz a formação de chuvas na área de maior relevo, fenêmeno denominado por região de sotavento.

O mapa abaixo apresenta o padrão de precipitação média anual da bacia do rio Limpopo por sub-bacian (LBPTC 2010).

Pluviosidade média anual da bacia do rio Maputo.
( clique para ampliar )

A maioria da precipitacação cai sob forma de chuvas, ocorrendo, algumas vezes, neve nas partes mais altas das Montanhas de Drakensberg, durante o inverno.

Devido ao terreno plano, as altas temperaturas, a baixa humidade e pluviosidade, a precipitação deve exceder, geralmente, os 20-30 mm num único evento antes de se registar o escoamento. Este volume de precipitção ocorre relativamente com pouca frequência, e por isso, os escoamentos nao chegam a alcançar os canais fluviais. Consequentemente, o caudal varia consideravelmente.

Episódios de seca severa tem ocorrido nesta região, a mais recente se registou no início dos anos noventa (SARDC 2002).

Temperatura

As temperaturas na bacia do rio Limpopo, seguem o ciclo sazonal característico, com os meses mais frios no período de inverno (Junho-Agosto) e as temperaturas máximas aregistarem-se no início do verão (nos finais de Novembro a princípios de Dezembro) (SARDC 2002; FAO 2004). A temperatura média diária de 40 °C é comum durante o período do verão, com as temperaturas no inverno a baixarem até uma mínima de 0°C durante a noite. Estes valores variam com a topografia e a proximidade ao Oceano Índico (FAO 2004).

Durante o período de inverno, o gelo é comum nos lugares de topografia elevada e, a sudeste e na zona ocidental da bacia (Botsuana e África do Sul). Os dias de frio intenso variam entre 30 dias em Tzaneen (África do Sul) e Mahalapye (Botsuana) a um máximo de 120 dias em Mafeking (África do Sul) e Lobatse (Botsuana) (FAO 2004; CGIAR 2003).

A evolução climática a longo prazo, observada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), indica que a temperatura tem vindo a aumentar em África, com uma subida média de 0.7 °C nos últimos 100 anos (FAO 2004). Embora se possa fazer a previsão da variação das temperaturas máximas que irão ser na África Central, tais mudanças podem causar apenas algum impacto na circulação das massas de ar regional e sub-regional e também no clima.

O mapa abaixo (a esquerda) mostra as temperaturas médias que ocorrem na bacia do rio Limpopo. Favor fazer referência à secção sobre Mudanças climáticas para os mapas que mostram as temperaturas médias no período de Janeiro a Julho na bacia do rio Limpopo.

Temperatura média mensal da bacia do rio Limpopo.
Fonte: FAO
( clique para ampliar )
Evapotranspiração média anual da bacia do rio Limpopo.
Fonte: FAO
( clique para ampliar )

Evapotranspiração e Evaporação

A evaporação, resulta da baixa humidade e altas temperaturas, é um factor importante do clima na bacia do rio Limpopo, com valores médios de cerca de 1 600 a 1 700 mm/ano, em regiões montanhosas e frias a sudeste da bacia. As regiões ocidental e central são quentes e, registam valores de cerca de s 2 600 e 3 100 mm/ano, ocorrendo em maior intensidade no vale do rio Limpopo (Ashton et al. 2001; FAO 2004). Estas taxas de evaporação, acompanhadas por altos valores de evapotranspiração fazem com que a agricultura de subsistência seja extremamente difícil na bacia do rio Zambeze (FAO 2004).

O mapa abaixo (a direita) mostra a evapotranspiração na bacia do rio Limpopo. A evapotranspiração na bacia é relativamente alta, com valores que variam entre 1 000 mm/ano a sul da bacia chegando a atingir cerca de 2 000 na zona norte. No geral, regista-se perda de humidade através da evaporação e evapotranspiração na bacia (FAO 2004).

 



Interactive

Explore as sub-bacias do rio Limpopo


Explore as interac��es entre os organismos no meio aqu�tico


Examine como o ciclo hidrol�gico faz a �gua circular na Terra


Cenas de v�deo filmadas ao longo do rio Limpopo relacionadas com o tema A Bacia do Rio