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Paisagem da Bacia  

A bacia do rio Limpopo localiza-se a sudeste do Continente Africano, atravessando porções do Botsuana, Moçambique, África do Sul e Zimbabué. É um dos maiores rios da região da SADC, sendo superado apenas por Congo, Zambezi, Orange-Senqu e Okavango.

Topografia da Bacia

A geografia da bacia do rio Limpopo pode ser considerada como sendo constituída por duas regiões fisiográficas – a zona Alta e Oeste da bacia caracterizada por uma topografia de planície, fazendo fronteira a sul com uma região moderadamente montanhosa; e a zina Baixa e a Este que é constituída por uma planície de inundação e por uma zona costeira plana.

Conforme se pode ver a partir do mapa topográfico abaixo, a maior parte do terreno é ondulado, interrompido a Oeste por uma zona com montanha de menor declive (CGIAR 2003). A forma do terreno na zona Este é normalmente homogénea, sendo a maior parte constituído por planícies costeiras e vales (CGIAR 2003).

As zonas de relevo elevadas na bacia são nomeadamente a Waterberg, Montanhas de Strydpoort e a cordilheira de Drakensberg, com elevações de cerca de 2000 m acima do nível do mar na parte mais a sul, a Este de Johannesburg e Pretória. Uma vez que o rio Limpopo atravessa os últimos 175 km do seu curso ao longo da zona costeira em Moçambique, as elevações não variam muito, com a maior porção abaixo dos 7m do nível do mar.

Topografia da bacia do rio Limpopo.
Fonte: FAO 2005
( clique para ampliar )

Formas de Relevo

As formas de relevo dominantes na bacia são as planícies, combinadas e interrompidas por montanhas de gradiente médio, vales íngremes e planaltos de baixo declive (FAO 2004). A geomorfologia da bacia tem uma influêcia clara no clima regional da SADC, onde as terras altas têm uma influência significativa no padrão de precipitação da bacia do Limpopo. Isto por sua vez tem um impacto na paisagem, uma vez que a distribuição e intensidade da precipitação tem um impacto na geomorfologia, onde o escoamento superficial, subterrâneo tem influência nos processos de erosão.

Estes elementos da paisagem mostrados no mapa abaixo são baseados nos dados da FAO (1993). A dominação da topografia de planície e planalto é claramente indicada.

Formas de relevo dominantes na bacia do rio Limpopo.
Fonte: FAO 2003
( clique para ampliar )

O relevo da bacia do Limpopo pode ser descrito, geralmente, em quarto categorias: Planalto, montanhas, escarpamentos e planície (FAO 2004). Estas categorias são descritas no quadro abaixo.

Descrição do Relevo na Bacia do Limpopo

Planícies

As planícies (geralmente onduladas, 0-600m) são zonas baixas na África do Sul e Zimbabué planícies costeiras em Moçambique. A zona alta à Oeste (300-600 m) forma zonas de escarpamento, consistindo de declives erodidos, que se desenvolvem em granitos. Intrusões de dolerites ocorrem nas zonas baixas.

As planícies na África do Sul e Moçambique são separados pela coordilheira dos Libombos, com um escarpamento íngreme as zonas baixas com uma inclinação gradual de cerca de 5% descendendo para as zonas planas em Moçambique. Esta crista consistindo de riolitos é mais desenvolvida na direcção sul, fora da bacia do rio Limpopo.

A Oeste da coordilheira dos Limbobos, as zonas norte-sul podem ser distinguidos por tipos de rochas. Na zona do Parque de Kruguer, podem-se ver basaltos do karoo, seguido por karoo sedimentar da Série de Ecca (argilas e arenitos) a Oeste.

A sudeste do Zimbabué é uma zona plana com elevações geralmente com menos de 600 m com uma topografia ligeiramente plana. A transição para zonas altas é gradual. Esta zona é desenvolvida em cinturões movies de paragneises no Limpopo e Zambezi, vulcânicos do karoo e uma pequena parte com rochas sedimentares do karoo.

Em Moçambique, o relevo na zona este do rio Limpopo é constituído por zonas planas e ligeiramente onduladas, vales, e planaltos não excedendo 5-8% de declive e 100m de elevação. Esta unidade coincide com as características do solo dominante que pertencem ao grupo dos solos de Mananga. As dunas costeiras e formações planas, extendendo para as zonas interior a partir da costa para fazer fronteira com o rio Changane, dominiam a paisagem no Baixo Limpopo. Existem extensas áreas de planíceis de inundação ao longo dos rios Limpopo e Changane, com pequenas escarpas e elevações separando os troços mais a montante do rio Limpopo, bem como, o rio Olifants, este com elevações acima dos 1200m.

Planaltos

O planalto (plano a ondulado, 600-1500 m acima do nível do mar) inclui as áreas altas do Botsuana, Zimbabué a África do Sul. Embora o sistema de drenagem tenha erodido profundamente o planalto, não se formou um vale distinto e subsequentemente uma unidade distinta de terra. Os declives em direcção aos rios são graduais. O planalto inclue a ocorrência de pequenos montes, que são visíveis em mapas de grande escala.

No Botsuana, o rio Limpopo começa na zona de transição fronteiriça com as dunas do Kalahari. Em Serone, uma estrutura distinta ao longo do grês do Karroo. A maior parte do planalto é plano a moderadamente ondulado existindo zonas caracterizadas por encostas íngremes e escarpadas. A principal rocha é granite ou gneisse granítico. Os arenitos ocorrem a Sul de Mahalapye e, os basaltos dominam a parte Este do Botsuana, ocorrendo igualmente de uma forma esporádica também em Serowe.

Vários grupos de pequenas colinas occorem nas zonas centro-sul do Botsuana, particularmente próximo de Gaborone e Palapye, e frequentemente têm cumes aplanados a cerca de 1 200 m acima do nível médio das águas do mar. As colinas de relevo médio (encontradas entre os 200-400 m acima da base), consistem fundamentalmente de rochas sedimentares, assim como doleritos e outro tipo de rochas. Por exemplo, as colinas com formações de graníticas localizadas próximo de Mahalapye, são frequentemente associadas a formações rochosas com declive moderado.

O planalto que se desenvolve em rochas de origem pré-câmbrica estende-se ao longo da zona oriental do rio Limpopo, na África do Sul, caracterizando assim uma topografia com ondulação moderada. A ocorrência de sedimentos do Karroo (grês e xisto argiloso), incluindo os depósitos de carvão próximo de Meddelburg e Witbank, caracteriza a vasta regiao de estepe no sul.

A norte do rio Limpopo, o planalto inclui uma parte do Zimbabué (localizada a 1 200 m acima do nível médio das águas do mar, na qual Plutree-Bulawayo constitui a principal bacia hidrográfica) e zonas adjacente no sudeste (localizada entre os 600-1 200 m, próximo de Gwanda e arredores). Os afluentes dos rios Shashe e Limpopo, que fluem em direcção norte-sul, e atravessam a zona de estepe. A formação geológica predominante na região é caracterizada pelo complexo de rochas de origem pré-cambrica.

Colinas

Na África do Sul, a zona de colinas cobrem uma vasta região (numa altitude que varia entre os 400-600 m acima do nível médio das águas do mar) e ocorrem cristas na zona sudoeste, na parte central da Província do Limpopo. As colinas do Complexo Bushveld incluem também as colinas de Waterberg, formando uma cadeia de planaltose grupo de colinas dispostas em direcção ao extremo sul da bacia, cobrindo Pilanesberg e Magaliesberg. A litologia destas colinas difere do granito e inclui rochas quartzíticas e outras rochas resistentes.

Relevo Escarpado

A zona de escarpamento consiste em complexas formas de relevo, e é caracterizada por colinas e montanhas íngremes (numa altitude que varia entre os 600-1 500 m), formando a transição a partir das zonas altas do Planalto de Transvaal em direcção as planícies costeiras. A zona de escarpamento a sudeste do rio Limpopo forma a fronteira com o rio Komati. Algumas partes encontram-se 1 500 m acima do nível médio das águas do mar (relevo médio).

As montanhas Drakensberg constituem a região mais alta do escarpamento, numa altitude acima dos 2 300m. As montanhas na zona este-oeste, como por exêmplo as montanhas Soutpansberg e Mstrydpoortberg, localizam-se acima do planalto, ficando assim estas ligadas ao escarpamento. A zona de escarpamento é caracterizada por um complexo rochoso íngreme localizado entre os níveis baixo e alto de planaltos ou remanescente de planaltos, associadas a colinas, vales e bacias.

Fonte: FAO 2004

 



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