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Solos da Bacia do Rio Limpopo  

Os solos que mais predominam na bacia do rio Limpopo dividem-se em 2 grupos principais:

  1. Solos antigos formados a partir da meteorização contínua de rocha mãe – exemplos de meteorização profunda, sedimentos antigos são os solos que ocorrem em planaltos altos na África do Sul e do Zimbabué; e
  2. Solos formados recentemente, dispostos em camadas pouco profundas e resultantes de actividade de erosão recente ou depósitos aluvionares. A zona de planície e costeira de Moçambique são bons exemplos de solos mais recentes e menos degradados.

Estas duas categorias de formação dos solos resultam de actividades de erosão em climas e períodos diferentes. Os solos antigos foram formadosem períodos em que se registaram precipitação e temperaturas elevadas, enquanto que os solos mais recentes desenvolveram-se em climas secos e, pouco propícios ao desenvolvimento de solos.

O mapa abaixo indicado, ilustra a distribuição dos principais tipos de solos, resumidamente descritos na tabela abaixo.

Os principais tipos de solos na bacia do rio Limpopo.
Fonte: FAO ISRIC 2003
( clique para ampliar )

Principais tipos de solos na bacia do rio Limpopo.

Nome

Descrição

Distribuição

Arenossolos

Solos arenosos, desenvolvidos a partir da meteorização de rochas ricas em quartzo. Solos propícios para a agricultura existem até uma profundidade de cerca de 100 cm. Tem menos de 35% de fragmentos de rocha. A rocha mãe de calcáreos não consolidados e rochas areníticas. Código: AR

A costa Moçambicana, na região adjacente do Libombo e na parte sul do Botsuana

Solonetz

Solos com estruturado densa, camada de argila sub-superfície, com uma grande proporção de sódio e magnésio absorvido e são geralmente alcalinos. Rochas mães são geralmente não consolidados, sedimentos de textura fina. Estes solos ocorrem geralmente em terras planas e climas quentes e tem estações deverão seco. Código: SN

A costa Moçambicana

Luvissolos

Solos com um alto conteúdo de argila e em horizontes pouco profundos. Tem uma grande variedade de rocha mãe, incluíndo glaciares, eólica (transportado pelo vento), aluvial (transportado pela água) ou depósitos coluvial (gravidade). Código: LV

Zimbabué e a parte norte do Botsuana

Leptosols

Solos pouco profundos em zonas rochosas. rochas mães são vários com areias finas num volume de menos de 20%: Código LP

Zimbabué e a parte norte do Botsuana

Regossolos

Grupo de material pouco desenvolvido que se origina a partir de material não consolidado que não se conforma com outras classes. Código: RG

São predominantes nas zonas baixas, na zona este do escarpamento e na coordilheira dos Libombos na África do Sul

Leptosols

Solos pouco profundos que se desenvolvem em zonas de rocha dura ou material calcáreo. È comum em regiões montanhosas. Tem abaixo de 10% de material fino

Em lugares onde o terreno é montanhoso do lado da África do Sul

Vertissolos

Solos argilosos que inluem minerais argilosos que se expandem com a absorção da água, resuçltando em grandes fractura, uma vez seco. Código: VR

Normalmente sobrepõem-se a rochas máficas

Nitisols

Solos verlmelhos, muito bem drenados e com mais de 30% de argila na subsuperfície. A rocha sã inclue material intermédio. Código: NT

Normalmente sobrepõem-se a rochas máficas

Acrisols

Solos com alto conteúdo de argila na subsuperfície nas porções superiores. Material de origem inclue rochas ácidas profundamente meteorizadas e argilas que resultam da meteorização em degradação. Pode ser encontrado em paisagens velhas com topografia ondulante em ambientes sub-tropicais ou anteriormente sub-tropicais. Código: AC

São predominantes em zonas altas na parte sul da bacia

Adaptado a partir da FAO 2004; IUSS 2006

Em 1990, a UNEP conduziu o estudo sobre a Avaliação Global da Degradação de Solos (GLASOD), que teve como um dos resultados, uma base de dados global sobre a degradação dos solos induzidos pela actividade humana. Embora a aplicação destes dados numa escala da bacia hidrográfica fornece resultados pouco precisos e também ultrapassados; na ausência de uma outra avaliação global, este estudo dá-nos uma perspectiva preliminar sobre o estado dos solos na bacia do rio Limpopo. A FAO, 2004 produziu as seguintes conclusões a partir deste mapa:

Degradação dos Solos na Bacia do Rio Limpopo Resultante de Acção Antropogénica

  • Solo não degradado, ou terreno estável, ocorrendo ao longo da parte baixa, a nordeste da bacia do rio Limpopo em Zimbabué e Moçambique, e na direcção norte-sul seguindo o escarpamento e montanhas associadas.
  • Solo ligeiramente degradado, ocorrendo ao longo do Alto vale do Limpopo, na maior parte das sub-bacias adjacentes a sudoeste de África do Sul e a sudeste do Zimbabué. A maior parte destas áreas coincidem com fazendeiros privados. A maior parte dos restantes solos em Moçambique, também recaem nesta classe.
  • Solo moderadamente degradado, ocorrendo no nordeste de Botsuana e Zimbabué, e zona nordeste da África do Sul (incluindo Parque Nacional de Kruger) e uma pequena porção a sul da bacia.
  • Solo muito degradado, ocorrendo no sudoeste da bacia em Botsuana e numa área a sudoeste de Pretória.
  • Solo extremamente degradado, em 3 áreas na Província do Limpopo na África do Sul, correspondendo a áreas densamente povoadas (antigas terras dos Vendas e Lebowas).

Source: FAO 2004

Encontra-se abaixo um mapa sobre a problemática da erosão dos solos na bacia do rio Limpopo.

Erosão severa.
Fonte: Oldeman, Hakkeling and Sombroek (1990)
( clique para ampliar )

A Formação dos Solos

Terra de quase um quarto de todas as species vivas, os solos são uma camada que cobrem a terra, suportam a vida e fornecem nutrientes para o crescimento das plantas, seguram as raízes e armazenam água. O solo é factor altamente influenciador do ambiente biofísico. Dá às plantas um meio para crecimento e, por isso, é uma fonte fundamental para para as necessidades de nutrientes para a cadeia alimentar na terra. Por isso, para a fertilidade dum ecossistema solos são um factor determinante para o crescimento da plantae pode limitar ou então a produtividade ou sucesso dos organismos ao longo da cadeia alimentar (Pidwirny 2008). Um entendimento compreensivo da natureza e distribuição dos solos é bastante importante para o desenvolvimento sustentável da região, uma vez que as propriedades químicas e de drenagem dos solos tem um impacto directo no potencial da agricultura.

O solo é criado pela meteorização física e química da rocha sã, depósitos de outros sedimentos e solos e a degradaçãoda matérias orgânicas. A formação de solos é afectado por uma série de factores incluindo os organismos que vivem no solo, o clima da região, a topografia (aspecto, declive, etc), a rocha sã de base e o tempo (Pidwirny 2008). O estudo de solos é conhecido por pedologia e a evolução de solos é normalmente referido por pedogenesis.

O Noorallah (2009) e Mattson (1938) sugerem que o desenvolvimento da pedoesfera (camada do solo) pode ser considerado como a intersecção de duas, três e 4 das quatro esferas – litosfera (L), hidrosfera (H), atmosfera (A) e bisfera (B). Veja o diagrama abaixo para a representação gráfica do conceito.

Pedosfera e a zona de intersecção entre a atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera.
Fonte: after Noorallah 2009; Mattson 1938
( clique para ampliar )

Classificação dos Solos

Os solos são geralmente classificados de acordo com o tamanho e a proporção das partículas de minerais encontradas no substrato. As partículas de minerais consideradas na classificação dos solos incluem as areias, sedimentos e argila.

Dimensão das partículas de areia e argilas em solos.

Tipo de mineral

Faixa de tamanho de partícula

Areia

2.0 - 0.06 mm

Sedimento

0.06 - 0.002 mm

Argila

< 0.002 mm

Source: Pidwirny 2008

Devido ao efeito de gravidade sobre os sedimentos e drenagem, os solos que formam uma inclinação são geralmente de textura fina.

PH dos Solos

O pH pode variar consideralvelmente, dependentemente do material de origem, sua composição orgânica e natureza de drenagem de um determinado perfíl de solo. Como regra, o Ph dos solos é determinado pela concentração de iões de hidrogéneo livres (Pidwirny 2008). Solos ácidos com valores de pH baixo têm uma alta concentração de iões livres de hidrogénio, e solos de pH alto (alcalinos) tem uma baixa concentração de iões de hidrogénio.

Perfil dos Solos

Os solos são geralmente classificados tendo em consideração a aplicação do princípio denominado por perfil dos solos, que subdivide o perfil transversal do solo de um dado local numa serie de horizontes.

Existem cinco (5) tipos de horizontes que são alistados na tabela abaixo.

Descrição do perfil dos solos.

Horizonte

Descrição

O

A camada de solo mais à superfície consiste fundamentalmente em detritos de plantas que se desenvolvem no solo ou próximo deste.

A

  1. A camada a seguir ao Horizonte O é geralmente a mais escura, e a parte do perfil a partir do qual são removidas as partículas de textura mais fina bem como as substâncias solúveis – processo denominado por Esta camada é onde a matéria orgânica derivada dos resíduos de plantas se acumula e está misturada com partículas minerais. Devido à sua proximidade com o Horizonte O, a porção superior do Horizonte A geralmente tem maior conteúdo de material orgânico do que a porção mais baixa.

B

Enquanto que a eluviação ocorre no Horizonte A, a iluviação ocorre no horizonte B, camada que recebe minerais e partículas do horizonte acima deste. O material do processo de eluviação dos horizontes superiores podem ter impacto sobre a cor do solo, como seja o ferro, que dá a coloração alaranjada ao solo devido a oxidação. Esta camada é geralmente mais densa que as camadas inferiores, pois, muitas vezes é mais compacta e menos porosa. A drenagem é pobre, como resultado da eluviação.

C

O horizon C consiste em material original meteorizado da rocha mãe abaixo. O tamanho e a distribuição das partículas depende dos processos de meteorização, drenagem dos solos e o movemento de minerais nas porções superiores do perfil do solo.

R

Material original na rocha não meteorizada, subjacente ao regolito.

Adopted: Pidwimy 2008; Giiluly 1968

A profundidade, composição, definição e formação destes horizontes são aspectos importantes do desenvolvimento do solo, considerando o seu papel principal na drenagem e fertilidade dos solos.

A Cor dos Solos

A cor do solo é geralmente determinada pelo teor de sais minerais, materia orgânica (plantas e detritos), e capacidade de solo de drenagem. Os solos mais escuros e tonalidades são geralmente associados ao incremento de teor orgânico. Outras cores ou tonalidades, como o alaranjado ou branco resultam da oxidação dos minerais no solo – o alaranjado é causado pela oxidação dos minerais contendo ferro.

Contaminação de Solos

Solos são substratos naturais, que se formam através da combinação de deposições litosféricas, hidrosféricas, biosféricas e atmosféricas descritas abaixo. Estas incluem quantidades diferentes de minerais e matéria orgânica; Contudo, a sua composição geral é inteiramente natural. A contaminação do solo ocorre quando as substâncias introduzidas pelo homem alteram a sua composição química e biológica.

A contaminação do solo pode ser causada por um número de substâncias diferentes incluindo escoamentos agrícolas, efluentes e resíduos de fontes domésticas e municipais, bem como escoamentos químicos e hidrocarbónicos, derramamento líquido e resíduos industriais e minerais (incluindo poluentes orgânicos persistentes / POPs), para citar alguns. As preocupações primárias concernentes à contaminação do solo estão relacionadas com as seguintes questões:

  • Pessoas e animais em contacto directo com substâncias venenosas no solo;
  • Emissão de vapores venenosos e/ou gases do solo; e
  • Poluição da água que flui no subsolo.

Dependendo da natureza e intensidade da contaminação, o solo pode ser recuperado (restaurado a sua condição anterior), mas as vezes apenas pode ser restaurado com a aplicação de medidas complexas e caras tais como o tratamento termal, ou remoção total e substituição do solo contaminado.

Para aceder a um exemplo de avaliação dos solos da cidade mineira de Francistown no Botsuana, levada a cabo pelo BGR (Vogel and Kasper 2002), por favor consulte o Centro de Documentação. Para além de fornecer uma avaliação detalhada da contaminação do solo e das características dos principais agentes contaminadores, o relatório também propõe uma série de medidas para a recuperação dos locais.

 



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